Fé não deveria funcionar como anestesia emocional.
Depois de um diagnóstico, é comum tentar usar a fé para não sentir.
Para não tremer.
Para não duvidar.
Para não chorar.
Para se convencer de que precisa estar bem.
Mas silenciar emoções não é maturidade.
É mecanismo de proteção.
Existe uma diferença sutil — e clínica — entre uma fé que caminha com a dor e uma fé que tenta abafá-la.
Quando o corpo entra em modo de sobrevivência, não é por falta de fé.
É apenas uma resposta biológica normal ao choque, à ameaça, à quebra de segurança.
A questão não é manter força o tempo todo. Isso nada tem a ver com ter ou não fé. É não se abandonar quando ela falha.
No vídeo eu deixo uma pergunta no final.
Talvez ela também seja sua.
Assista ao vídeo no instagram:
Um abraço,
Vânia

